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Estamos nos aproximando do momento da “Campanha Eleitoral”. Nesse período, estamos acostumados a ouvir promessas e até visualizar algumas concretizadas. Mas se analisarmos os feitos em um contexto mais amplo, teria resultado efetivo essa verdade?  

 Hoje nós nos prendemos em algumas situações do cotidiano. È como um quebra-cabeça quando estamos concentrados, montando-o. Nossa “visão” torna-se tão “objetiva” que a imagem a ser montada ou visualizada no quebra-cabeça torna-se “virtual” e a imagem mais importante em cada movimento na montagem está direcionada no pequeno fragmento da imagem contida em cada peça e no contorno de montagem de cada uma das peças. 

 Em nosso dia-dia acabamos nos prendendo a fragmentos dos benefícios do poder público à sociedade e a cada movimento completo (colocando a peça certa no lugar certo) temos, ainda que pequena, uma sensação de satisfação. 

 Podemos analisar situações comuns como, por exemplo: Ouvimos dizer que há muito tempo a escravatura não existe mais. Será? Talvez não nos moldes da que existia antigamente em várias partes do mundo. Mas, hoje as pessoas são escravas por exemplo do sistema financeiro ou do seu trabalho nem sempre valorizado. Os cidadãos brasileiros trabalham para se manter ou, se tiver mais condições, para adquirir bens que o sistema capitalista oferece. Sendo assim, ficam escravas do cartão de crédito, dos juros, dos baixos salários, dos altos impostos e da precariedade da prestação dos serviços públicos. Estes não são um tipo de escravidão? 

 Ao longo da História do Brasil, muitas situações avançaram, mas nem todas trouxeram, no final, o resultado esperado ou devido. O Brasil só começou a existir de fato quando a família real portuguesa, comandada por D. João VI, e mais 15 mil agregados se acomodaram em nossas terras fugindo dos napoleônicos que invandiram Lisboa (que tipo de patriotas eram que abandonaram seu País, ao invés de lutar por ele. Se fossem para perder que perdessem lutando!. E vieram acompanhados de esquadra inglesa, numa “jogada” para permitir que Portugal participasse do Congresso de Viena (até hoje vemos esses tipos de arranjos em benefício próprio e não da população). Depois, ainda na era Colonial, surgiram as capitanias hereditárias para facilitar a exploração do ouro e prata de nossas terras e enriquecer Portugal. Os objetivos fins são realmente o desenvolvimento? Pois, nesta situação também se deu início a um processo injusto e duradouro de má distribuição de renda, que afeta os brasileiros até hoje. De qualquer forma, após alguns anos, as capitanias não deram certo, com exceção de duas, mas permitiu como benefícios a divisão das terras em provîncias, vilas, cidades e os Estados como temos hoje. 

 Em situação mais recente, apesar da ditadura de Getulio Vargas que não dá direito à democracia e à opinião pública, o regime aumentou o número de escolas primárias de 27 mil para 40 mil (perído de 1932 a 1939). Aumentou o numero de bibliotecas e universidades, entre elas a Universidade de São Paulo (USP), permitiu o surgimento da Compania Vale do Rio Doce, a Usina de Paulo Afonso, a Fábrica Nacional de Motores, a Cia Siderúrgica Nacional, sem contar as leis trabalhistas. Todo este conjunto trouxe excelentes resultados para o país. Mas o povo queria ter sua participação, sua contribuição, enfim, estavam satisfeitos com estes feitos, mas infelizmente por terem restrições em seus direitos de expressão. 

 Em situação mais recente, o povo se satisfaz com os programas de governo, mas eles não são muito ínfimos perto dos arrojados ganhos dos banqueiros. Será que não exitem um abismo entre uma classe de indívíduos e outra? E o imposto pagos pelas empresas de tecnologia e telecomunicações, o FUST (Fundo de Universalização dos Serviços de Telecomunicações) que seria destinado exclusivamente às causas sociais (educação, inclusão digital e, especialmente ao sistema público de saúde). Cadê esse dinheiro? Algúem sabe dele? O que sabemos é que os hospitais públicos estão sem médicos, sem recursos, sem atendimento e com enormes filas de espera. 

 Enquanto isso, vamos seguindo com o progresso das estradas, do “aumento de nível da classe social”, de autonomia em relação aos outros países, com nossa independência financeira e, com isto tudo, temos motivos para sermos patriotas e nos satisfazermos com o desenvolvimento de nossa Pátria. Mas, individualmente, estamos felizes, achamos mesmo tudo justo? 

 Segundo os historiadores Ecarlos Eduardo Novaes e César Lobo, “após cinco séculos de História, o Brasil permanece um feudo das elites que dançam sobre a Constituição no ritmo dos seus interesses. Guardadas as devidas proporções o povão cotinua vivendo nos tempos da Colônia, sem Terras, sem Saúde, sem Educação, sem Habitação, sem Justiça, sem Transportes, sem Dignidade…”. 

 Devemos aproveitar esse ano eleitoral para, com consciência e prudência, não sermos negligentes pensando: “ Quatro anos a mais ou a menos com qualquer um no governo não faz mais diferença…” ou “Todos os políticos são iguais…”. 

 Nossa postura, como cidadão tem que mudar. Vamos nos dar ao trabalho de pesquisar, estudar, conhecer o candidato, conhecer seu passado e saber se ele foi um bom político anteriormente, se o que ele fala é verdade ou manipulação.  Se não fizermos nossa parte também não poderemos cobrar, pois se votarmos negligentemente estaremos sendo coniventes com os erros dos atuais políticos que queiram ser reeleitos. 

 Vamos exercer a Verdadeira Cidadania! 

 Será que tudo que vemos no sistema político é uma verdade efetiva? Será que tudo o que o candidato eleito, principalmente ele, diz ter feito é verdade, a forma em que foi feita é verdadeira? A Verdade Efetiva, não pode ser manipulada. Vamos escolher nossos próximos candidatos com prudência. Só assim poderemos honrar a Verdadeira Democracia e a imperativa “Ordem e Progresso”! E assim efetivamente teremos um “Brasil de Todos”! 


Por Jaan Tammerik©2010

Vimos há algumas semanas, o mundo, ou parte dele, compenetrado nas Olimpíadas de Vancouver 2010.  As Olimpíadas como sabemos acontece no mesmo intervalo de tempo que as “corridas eleitorais” no Brasil, ou seja, a cada 4 anos.

No caso das Olimpíadas desportivas, temos um conjunto de modalidades esportivas, onde se inscrevem os atletas, cada qual em sua modalidade, e para isso se preparam durante anos, para darem o melhor de si, aos que já participaram em datas anteriores, esses, se preparam para quebrar seu próprio recorde.

Analisando toda a estrutura envolvida, pessoas, equipes, treinadores, atletas, construções, mídias, patrocínios, etc., me permita traçar um paralelo com a “corrida eleitoral”.

No Brasil nossas eleições não passam de uma corrida, onde todos os candidatos e suas equipes trabalham e se “esforçam” para chegarem ao primeiro lugar. Infelizmente essa corrida nem sempre traz benefícios para a população, os “responsáveis” por colocar determinadas pessoas dessa “corrida eleitoral” em suas posições.

No caso de uma olimpíada desportiva, o responsável por conseguir chegar ou não ao primeiro lugar (nem todos conseguem a medalha de ouro, mas todos lutam por ela), é o próprio atleta e seu treinador.

Em minha opinião, deveria existir um comitê auditor de atividades públicas, e a criação de um sistema normativo tipo ISO 9000, do mesmo modo que as empresas têm e que garante o produto ou serviço. Nessa normatização dever-se-ia exigir tópicos, garantindo que toda ação pública contemplasse os seguintes quesitos: Social, Saúde, Moradia, Emprego etc., ou seja, fizesse cumprir na integra e de forma efetiva a Constituição Brasileira.

Esse comitê não poderia ter nenhum membro que fosse ou tivesse familiar na política. No caso de ter sido candidato, ou eleito, este, deveria estar há pelo menos quatro mandatos fora da vida publica, mesmo em cargos nomeados, e a sua participação no comitê o tornaria inelegível por todos os seus dias.

Esse comitê criaria uma “Olimpíada de Obras Públicas”, o qual dentro de um planejamento obrigaria os governos a criarem uma “corrida de obras públicas”, o que em um conjunto em nível nacional se tornaria em uma grande “Olimpíada de Obras Públicas”. Entenda-se “Obras” não apenas “construções”, mas toda ação pública em favor da população.

Diferentemente das Olimpíadas Desportivas que acontecem a cada quatro anos, por um período de aproximadamente um mês, a Olimpíada de Obras públicas seria constantemente dentro do período de quatro anos.

Dentre os resultados das obras públicas a população teria oportunidade de eleger seus governantes pelo interesse, sim, pelo interesse nas benfeitorias a seu favor.


Justiça Imparcial

BRASIL, UM PÁIS E JUSTIÇA E POLÍTICAS CEGAS!

Por Jaan Tammerik©2010

Vejamos algumas definições que talvez conheçamos superficialmente,

po.lí.ti.ca

s. f. 1. Arte ou ciência de governar. 2. Aplicação desta arte nos negócios internos da nação (política interna) ou nos negócios externos (política externa). 3. Prática ou profissão de conduzir negócios políticos. 4. Conjunto dos princípios ou opiniões políticas. 5. Astúcia, maquiavelismo. 6. Cerimônia, cortesia, urbanidade.

ma.qui.a.ve.lis.mo

s. m. 1. Sistema do político florentino Nicolau Bernardo Maquiavel baseado na astúcia e má-fé. 2. Perfídia, procedimento astucioso, velhacaria.

Ref. Dicionário Michaelis 

Hoje vemos corrompidos, não apenas os “políticos” como estamos acostumados ouvir. Como já ouvimos antes, “Quando um não quer dois não brigam…”, podemos também entender que, se parte da população não estivesse corrompida, não haveria “políticos” corruptos, pois sozinhos eles não se corrompem, sempre há o corrompedor e o corrompido.

Acredito que o grande problema na política, é que considerando a “corrida” eleitoral que é tão acirrada e que enquanto ainda candidatos promete-se tanto, que o período de mandato é “curto” para se cumprir tudo o que se prometeu. As promessas vão primeiramente para os que trazem dinheiro e financiam suas campanhas milionárias, essas nas quais tomam todo o tempo do “eleito” que acaba não conseguir cumprir o que foi prometido aos eleitores feitos “idiotas” no período de mandato. Isso quando a tal promessa não vai contra interesses próprios e interesses dos primeiros que os financiaram.

Devemos aproveitar a abertura da internet para campanhas políticas, abrirmos mão de qualquer vão benefício imediato oferecido nos momentos de campanha, e racionalmente analisarmos os candidatos que concorrerão às próximas eleições.

Mas como poderemos fazer isso? Vejamos é simples:

                1 – Qualquer candidato que já tenha suspeita qualquer de má gestão deverá ser abstido de ser eleito.

                2 – Votemos em candidatos novos além daqueles que já provaram ter uma boa conduta. Alguém poderá dizer: Mas que garantia teremos de um novo candidato ser um bom político? Talvez quase nenhuma, primeiro porque todos os homens são passiveis de erros e falhas, mas devemos analisar quando essas falhas são intencionais para beneficio próprio ou de poucos, ou se foi falha técnica. Se já sabemos que as figuras conhecidas não fizeram em tantos anos, porque não tentar um novo político? Quem sabe ele não se saia melhor que os já conhecidos? Se não sair não teremos perdido muito, pois os anteriores também não teriam feito muito por nós.

Devemos nos conscientizar e nunca votar novamente em “políticos” que não provaram ser íntegros. Cada Eleição deve ser uma nova chance de “jogarmos fora” o lixo e colocarmos novas pessoas na tentativa de acertar com um com político. Devemos apenas manter no poder aqueles que realmente trabalham pela população.

A situação atual nos remete a uma Justiça cega (será?) e a uma política cega também. Nossa política é cega dos dois olhos, um olho são os políticos que fingem não ver as necessidades da população, o outro olho somos nós os eleitores que fingimos não ver que os políticos nos enganam e nas eleições votamos cegamente!

“O pior cego é aquele que não quer ver”

www.dasuaconta.com.br